O amor é assim mesmo. Transborda. Feliz de quem apara. É, pois idiota é quem pensa que nada tem para doar. Damos aqui, colhemos acolá. Mas, por favor, não percamos a autencidade. Se assim fosse, não era sentimento. Era só um cigarro.
Um lapso temporal. Foi isso. Vou ter que pular emoções, reações e tesões. Credo, quanto rima idiota. Os velhos clichês tão de volta. Coitados de nós sem eles. Enfim, tou de volta. E sem essa de "ano novo, vida nova". Nada melhor do que respirar. Afinal, é o que nos mantem vivos.
Eita blog fraco. Acho que é reflexo de quem escreve. O cansaço, independente da minha vontade, me causa ausência de inspiração. Ainda que os últimos acontecimentos me tragam reflexões, não consigo escrever. De fato, quero reagir, me falta tesão. Nem comoção geral me traz emoção. Não sei o motivo, mas a garganta coça. Às vezes penso que é agonia. No fundo pode ser uma boa gripe. Toma um litro de farinha e bebe água. Passa.
É assim. Às vezes quando menos se espera, ao olhar para o lado percebemos o inesperado. Melhor de tudo quando a surpresa é agradável. Permitir é fundamental. Que assim seja.
Nossa, quanto tempo passou. Tanta coisa aconteceu. Tanta gente, tanta respiração profunda, aquela que busca o ar. E depois disso tudo tenho somente uma única certeza: o que eu sinto é meu. As noites mal dormidas são minhas, a distração é minha, a dor na boca do estômago é minha, as lembranças são minhas. Fazer o quê? Egoísta? Talvez. É o preço que pago por viver. Sempre acho que pago barato.
Encerrado o ciclo da dor, vem o da euforia, da comemoração. Essa semana andei pensando que o oba-oba também já deu, já foi. Tenho outras necessidades, preciso plantar algo no buraco deixado pela erva-daninha. Semear novas idéias é fundamental. Que venha a chuva e fertilize! Pro bem ou pro mal. Cada um sabe de si.
Saio na rua. O vento bate. Cheiro bom. Perfume de lírios. Céu azul. Sem nuvens. Olho ao redor e a felicidade está em todos os cantos, inclusive em mim. É tempo de Nazica.
Silvia, 32 anos, quase 33. Este é um blog para compartilhar minhas idéias. Algumas tive na minha rede colorida pendurada na sacada, outras nos bares monocromáticos. O que importa é que são muitas: felizes, infelizes ou, tão-somente, reais. Diria que, antes de tudo, são autênticas. Que assim permaneçam.