quarta-feira, julho 20, 2011

Comodismo?

Como todo ser humano tenho grandes conflintos pessoais. Uns realmente importantes, outros meramente ilustrativos da minha própria realidade. Dentro desta última "classificação", tenho a minha escolha de morar sozinha. Para muitos tortura, para mim o deleite da minha individualidade. Às vezes penso que é o exercício máximo do meu egoísmo. Em outros momentos, como agora, penso que se trata de uma simples dificuldade em repartir e compartilhar um espaço físico. Não qualquer um. Simplesmente o do meu lar, meu refúgio, meu esconderijo. Óbvio que adoro um segundo corpo na minha cama, um cheiro diferente na sala ou um abrir de geladeira sem pedir licença. Mas vamos combinar: ter o direito de escolher em pemanecer só também é maravilhoso. E reconfortante. Pelo menos hoje.

quarta-feira, junho 29, 2011

Vão

Preciso me conformar com algumas pessoas que passam na minha vida. Umas vem para durar 48 h bem resolvidas. Outras vem para durar 3 anos mal resolvidos. Talvez seja falta de comunicação. Provavelmente de paixão. Ou ego demais. Quando um quer, o outro não. E vice-versa. E não adianta tentar resolver, tampouco se empolgar. O melhor é relaxar e aproveitar quando as vontades são convergentes. Fora isso, ainda bem que tenho memória, pelo menos as boas lembranças ficam.

segunda-feira, junho 27, 2011

Essa Pôrra de Natureza

Entre os piores defeitos que tenho, com certeza a dificuldade do desapego deve ser um dos mais graves. Confesso. Preciso de tempo para desacostumar. Seja de um amigo, seja de uma paixão. Talvez seja inversamente proporcional à dificuldade que tenho em me apegar. E quando digo isso, apesar de ser uma pessoa muita extrovertida, efetivamente gostar de alguém requer de mim um esforço maior. Geralmente, noto os detalhes e, a partir daí, me apaixono. Então, o mesmo esforço do apaixonamento, me obriga ao esforço do desapaixonamento. Só que depois que descubro alguém, seja um amigo, seja uma paixão -ambos de novo-, tudo fica mais difícil. Sim, pois preciso esquecer olhares, ignorar gargalhadas e fingir que não sinto perfumes agradáveis. Eu sou assim. Por favor, alguém liga o meu desconfiômetro?

quarta-feira, junho 01, 2011

Declaração





Ouço músicas. Vejo TV. Tento ler livros. Não adianta. Mesmo fora de ordem, meu pensamento é teu. Há muito deixei de lado meu orgulho. Há muito tento enxergar teu mundo como enxergo o meu. Consigo. Engulo sapo. Sapo pelosmenos para mim. Passa. Passou. Não passará.

quarta-feira, maio 25, 2011

Preço



Todo santo dia fazemos escolhas. Algumas cientes, outras não. As minhas sempre fiz achando que estava certa. A questão é: em algum momento alguém te cobra. A vida. Pode esperar. Não existe carnê, boleto, tampouco débito automático que te exima. O trato é o pior de todos, obviamente, clichê : tudo que se planta colhe. Saudade do meu Mastercard que comprava felicidade! Até o que não tinha preço!

quinta-feira, maio 05, 2011

Fé Guerreira





Durante a faculdade (isso, faculdade, não universidade) tive um grande amigo. O Tatá (só eu o chamo assim). Doce, amável e generoso. E bonito. Logo o Tatá foi embora. Um dia Tatá voltou. Casado. Eu, incrédula, nunca pensei que Tatá fosse capaz. Foi. E com uma alegria, uma paixão. Imediatamente, perguntei: como sabias que daria certo? Respondeu "na lata": Silvinha, a gente reconhece o amor da nossa vida na hora que o vê. Hoje em dia nem sei se estão juntos, mas isso me marcou tanto, mas tanto, que guardei no "fundo do armário". Nunca discordei do Tatá. Pelo contrário. Eu reconheço, O Meu Amor. A bem da verdade, fui reconhecida. Quando ele entrou na minha casa e viu São Jorge. Vermelho, quase escondido. Dado pela melhor das amigas. Nem eu me lembrava do Santo. O Amor sim.

domingo, maio 01, 2011

Caroço de Pupunha



Já falei nisso antes, mas em algumas situações a vida fica tão maravilhosamente reta, que resolve te pregar uma peça e inventa um desvio. Então fica a seu critério escolher se vai insistir no caminho, agora tortuoso, ou simplesmente se vai desistir e voltar atrás. Em uma história recente resolvi encarar e até agora não me arrependo. Apesar de estar roendo um baita caroço de pupunha, aprendi a lidar melhor com minha ansiedade e com o fato de que o mundo não gira para mim. Dói pra porra, mas a verdade é uma só: eu que tenho que me adaptar, eu que tenho que girar pro mundo. Do contrário, estaria em estado vegetativo.